Após uma madrugada tensa e sem acordo de negociação entre os bombeiros do Rio de Janeiro e o governo do estado, a tropa de Choque da Polícia Militar (PM) e policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) invadiram, na manhã deste sábado (4), o Quartel Central da corporação, ocupado no fim da noite dessa sexta-feira por mais de dois mil militares, em manifestação por melhores salários e condições de trabalho.
A invasão policial aconteceu por volta de 6h10. Para entra no complexo, os policiais usaram bombas de efeito moral e bombas de gás lacrimogêneo. Haviam crianças e mulheres no local e pelo menos dois meninos sofreram intoxicação com o gás. Dois adultos ficaram feridos com as bombas de efeito moral, lançadas pelo Bope, que atingiram a cabeça das vítimas.
Os bombeiros tomaram o local por volta das 19h30 dessa sexta-feira. Mesmo com a ameaça da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio, de que mandaria prender todo os manifestantes, sob acusação de invasão de órgão público, agressão a um coronel e desrespeito ao regulamento de conduta dos militares, os bombeiros não recuaram.
A manifestação, segundo um dos integrantes do movimento intitulado de “Dignidade”, é uma reivindicação para aumento salarial, com a exigência que os rendimentos da corporação passem de R$ 950 para R$ 2 mil liquido, além de melhores condições de trabalho e recebimento de vale-transporte.
Os manifestantes, que são de quartéis de todo o estado, usaram apitos e afixaram faixas no pátio do quartel central. Além de bombeiros da ativa, há funcionários aposentados, mulheres e até crianças no movimento.
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