A corrida contra o relógio para preparar a Copa de 2014 vai custar caro para os brasileiros. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os atrasos nos projetos de estádios e aeroportos demandam investimento extra de R$720 milhões – dinheiro suficiente para construir outra arena esportiva.
O que encarece essas obras é o valor adicional para turnos extras dos trabalhadores (à noite, por exemplo) para não passar ainda mais do prazo. Pelas planilhas de investimentos, “o regime de urgência” significa 8% a mais nas contas do governo. Na soma, o montante fica em R$ 9 bilhões.
Nove estádios e sete aeroportos no país já são levantados com obras praticamente 24 horas por dia. Nesses casos, o aumento dos gastos com energia e aluguel são anulados pelo menor tempo de locação do maquinário. São os encargos trabalhistas que realmente desequilibram as contas desses projetos.
Só para o Maracanã, os 2.500 operários ainda terão que concluir 70% da reforma. O valor total da obra no Rio de Janeiro é de R$ 705 milhões. Por enquanto, nas obras do Mineirão é descartado esse “regime de urgência”. O terminal aeroportuário de Confins sairá por R$ 509 milhões, pagos com dinheiro público.
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