O delegado Edson Moreira presta depoimento, na tarde desta quarta-feira (1°), na Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp). Ele será ouvido no inquérito que investiga o suposto plano de morte que teria sido arquitetado pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e o ex-goleiro Bruno Fernandes, ambos acusados pela morte e o desaparecimento de Eliza Samudio. Entre os possíveis "alvos" estão a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, o deputado estadual Durval Ângelo (PT), e os advogados Ércio Quaresma e José Arteiro.
Na segunda-feira (30), o deputado estadual Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, declarou, em depoimento à Polícia Civil, que tem motivos para temer o suposto plano.
Apesar de não ter recebido diretamente nenhum tipo de ameaça por parte da dupla, ele informou estranhar o conteúdo do depoimento de Jaílson Alves de Oliveira, detento que conviveu com Bola na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana. O presidiário afirmou ter escutado o colega planejar a morte do parlamentar e de mais quatro pessoas envolvidas na investigação do caso.
Segundo o deputado, Oliveira tinha informações privadas sobre um encontro entre ele e o Bola, durante uma homenagem prestada há cerca de dois anos ao Grupo de Resposta Especial (GRE) da Polícia Civil, do qual Bola participava. "Como ele sabia desse evento? Sinal de que eles conversavam sobre o caso", afirmou o político.
O delegado Islande Batista, chefe da Delegacia Especializada de Repressão às Organizações Criminosas (Deroc) e um dos responsáveis pela investigação do suposto plano de assassinato, revelou que Bola já admitiu ter conversado sobre o deputado com o colega de prisão. Ainda segundo o delegado, Bola teria reclamado que, no passado, já foi homenageado por Durval Ânglo e agora está tendo a imagem "denegrida" pelo político. Porém, em depoimento sobre o caso no mês passado, o ex-policial civil negou ter armado um plano de morte e disse ainda que mal conversava com o companheiro de presídio.
Um dos advogados de Bruno, Francisco Simim, disse que a denúncia de plano de morte é algo sem relevância e que está confiante na liberdade do cliente nos próximos dias.

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