Em parceria com o Ministério Público Estadual de São Paulo, a Polícia Rodoviária Federal de três estados e do Distrito Federal cumpre nesta terça-feira (3) vinte e quatro mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes de um esquema de fraude em relação à renovação de carteiras de habilitação em Minas Gerais e São Paulo. Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Brasília, a liberação das carteiras de forma irregular custava em torno de R$ 3 mil e há a estimativa de que, no período de três anos, a quadrilha tenha lucrado cerca de R$ 15 milhões com a fraude.
Durante a operação, intitulada de “Operação Cartas Marcadas”, um policial militar foi preso em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais. Segundo a PRF, o policial era quem iniciava todo o processo do esquema fraudulento nos dois estados. Conforme a polícia, mesmo não revelando que era militar, o homem era o responsável por fazer o primeiro contato com as pessoas que procuravam o serviço ilegal de liberação de carteiras. Além do policial, outras oito pessoas já foram presas nesta terça. Entre as prisões, estão dois homens que são pai e filho e foram abordados também na cidade de Pouso Alegre. Além da dupla, um investigador e uma advogada, que é dona de uma autoescola, foram presos em Guarulhos, em SP. Segundo a polícia, as outras pessoas foram presas em Machaco, Poço Fundo e Ipuiuna, também no Sul de MG.
A quadrilha desbloqueava carteiras de motorista de forma irregular, além de negociar permissões para dirigir sem que os candidatos tivessem assistido às aulas teóricas ou tivessem feito as aulas práticas exigidas.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual de São Paulo, o desbloqueio das carteiras era feito na própria Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran), o que revela que funcionários do órgão estavam envolvidos no esquema.
Ao todo, aproximadamente 30 mil carteiras foram liberadas de forma irregular.
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