Inconformado com o fim do relacionamento, um operador de máquinas de 35 anos sequestrou a filha da ex-mulher e a manteve em cárcere privado por cinco dias. O suspeito disse à ex que a menina de 7 anos poderia morrer caso ela não reatasse a relação. A dona de casa foi orientada pela Polícia Militar a marcar um encontro com o suspeito na noite de anteontem, quando ele foi preso em flagrante saindo de um táxi com a criança, em Juatuba, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o tenente Márcio Lopes, a doméstica Agenária Alves Calixta, de 28 anos, teria se mudado para Belo Horizonte há dois meses para trabalhar. Ela deixava a filha sob os cuidados da avó, que reside em São José do Jacuri, Vale do Rio Doce. No dia 14 de setembro, a criança seguia para a escola com a prima quando foi abordada pelo ex padrasto Mauro Coelho dos Santos, de 35 anos, e por um outro homem ainda não identificado.
A jovem de 18 anos que acompanhava a criança disse à família que os suspeitos estavam em uma moto e que Santos estava armado. "Ele perguntou à minha sobrinha se ela sabia onde eu estava e qual era o meu telefone. Como ela disse que não sabia, ele levou a minha filha", informou Agenária.
O tenente afirmou que o suspeito levou a menina para a casa da irmã dele, Miriam Coelho dos Santos, de 37 anos, que reside em Juatuba. A PM ficou sabendo do caso no mesmo dia, já que a vó da vítima registrou uma ocorrência sobre o sequestro da neta.
"Depois que fiquei sabendo, fiquei com muito medo e só liguei para o Mauro quando estava junto com a polícia, que me orientou a marcar um encontro". Segundo Agenária, o suspeito dizia que não tinha coragem de fazer nada com a criança, mas que, se ela não reatasse com ele e envolvesse a polícia, uma outra pessoa, que segundo ele estaria cuidando da ex-enteada, poderia até matá-la.
Conforme a PM, assim que o suspeito chegou de táxi na companhia da irmã dele e da criança para se encontrar com a ex, foi abordado pela equipe comandada pelo tenente Marcos Teixeira e preso em flagrante.
AmeaçasSegundo a dona de casa Agenária Alves Calista, ela já havia tentado a separação. "Já me separei dele umas três vezes, mas a gente sempre voltava porque eu ficava com medo de ele fazer alguma coisa contra a minha família", relatou. Ela disse ainda que chegou a ser ameaçada com uma arma, no ano passado, e que registrou um BO contra Santos.
A dona de casa Agenária Alves Calista disse que teve um relacionamento de seis anos com Santos e que há dois meses decidiu se separar porque ele é uma pessoa muito nervosa e agressiva. Ele sempre falava que, se eu me separasse, ele teria coragem de me matar a facadas, relatou.
Por conta disso, a família da criança afirmou que ainda está com medo de que a outra pessoa, que até o fechamento desta edição não havia sido identificada e que teria participado do sequestro, fizesse alguma coisa contra eles. Por isso, a filha não vai voltar a morar no interior. Agora, ela vai ficar morando aqui em Belo Horizonte comigo, relatou Agenária.
O irmão dela, o mecânico montador José Mauro Alves Calista, de 22 anos, se disse aliviado com a prisão de Santos e lamentou a situação vivida pela sobrinha. Por ter chegado a esse ponto, ele pode fazer algo muito pior. Ele foi preso e agora tem que pagar pelo crime que ele cometeu. A gente fica triste por uma criança dessa idade passar por essas coisas e por ter sido levada sem nada, apenas com a roupa do corpo, disse. A Polícia Civil investiga o caso. (BT).
Isso eh um absurdo nem acredito que ta acontecendo isso na minha cidade(jacuri)... Fiquei sem palavras na hora que fiquei sabendo ...
ResponderExcluirMas agora ele vai pagar pelo que fez!!!