A mulher mal consegue falar no que aconteceu. Ela mora na cidade de Piedade de Caratinga e conta que na ultima quinta-feira viveu o pior pesadelo de sua vida. A mulher afirma que foi estuprada por dois homens.
“Eu estava em um bar no centro de Piedade de Caratinga. Um dos homens disse que havia uma mulher passando mal logo a frente, mas quando cheguei no local, dois homens me atacaram a força” relata a vítima.
Por muitos momentos da entrevista, ela não conseguiu contar ao exato os momentos de terror que viveu em meio ao cafezal. A mulher conta que além de sofrer abusos sexuais, teria sofrido torturas e passado por vários momentos de humilhação. “Eles tamparam minha boca e por muitos momentos me batiam”, afirma.
A mulher acusa Athos Florindo da Silva de 22 anos e David de Freitas Fernandes de 19 de terem cometido o crime. Na ultima sexta-feira, um dia após o ocorrido ela procurou a polícia, mas decidiu não representar queixa contra os supostos autores do estupro. “Eu não registrei a queixa porque estava com muito medo. Porque no momento em que fui atacada eles disseram que se eu contasse a polícia eles iriam me matar”, afirma a mulher.
O Delegado Almim Lugon, responsável pelo caso confirma que um dia após o crime os dois suspeitos foram presos em flagrante, mas a vítima não quis fazer o registro e iniciar um processo contra os rapazes. Por isso eles foram, liberados. “É muito importante que a vítima represente contra os autores. Se ela tivesse afirmado e registrado a queixa, eles estariam presos”, afirma o delegado.
O bar a qual a vítima disse que estava momentos antes do crime fica localizado no centro de Piedade de Caratinga. O jornalismo do Super Canal conversou com uma funcionária do estabelecimento que não quis se identificar. A funcionária afirmou ao Super que no dia do crime a vítima estava no bar, e chegou a relatar que por alguns momentos a mulher dançava de forma exagerada, inclusive com um dos rapazes acusados pela vítima, o que chamou a atenção dos clientes. Em entrevista a mulher confirmou que no dia havia consumido bebida alcoólica, mas garantiu que não conhecia nenhum dos rapazes. “Eu só conhecia um deles, mesmo assim somente de vista e não entendo porque eles fizeram isso comigo”, relata a vítima
Segundo o delegado, na delegacia os homens negaram o crime. Segundo Almir somente nesta terça-feira (14) a vítima fez a representação contra os suspeitos e a partir de agora é iniciado o processo de investigação. A Policia aguarda o resultado dos exames que comprovarão o estupro, possivelmente divulgados na próxima sexta-feira. Já as marcas da violência ainda estão registradas no corpo da vítima. Somente depois de provas mais concretas, a Justiça vai determinar prisão preventiva para os suspeitos. A vítima afirma que está sendo ameaçada. “O fato dela afirmar que está recebendo ameaças dos autores pode fazer com que o Juiz decida por prisão preventiva, haja vista que eles estão atrapalhando o andamento das investigações”, explica o delegado.
A vítima tem 35 anos e é mãe de três filhos. Segundo ela as maiores marcas de tortura estão por dentro, dor de quem espera por justiça. “Eu quero justiça e não vou desistir enquanto eles não forem para a cadeia”, finaliza a mulher.
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