Representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de sociedades médicas definem nesta quarta (18) um protocolo de atendimento para mulheres com próteses de silicone das marcas Poly Implant Prothese (PIP) e Rofil. A reunião está marcada para as 14h na sede do ministério.
Na semana passada, o ministro Alexandre Padilha anunciou que o Sistema Público de Saúde (SUS) e os planos de saúde vão cobrir integralmente a troca dessas próteses, mas apenas quando houver indícios de ruptura. A decisão vale tanto para mulheres que fizeram cirurgia reparadora quanto para as que passaram por procedimento estético.
A substituição da prótese com ruptura só será custeada pela rede pública e pelos planos de saúde quando houver indicação médica. Hoje, serão definidas as diretrizes para a avaliação clínica dessas mulheres e para a realização de exames de diagnóstico.
De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Luciano Chaves, a proposta analisada é que os médicos chamem as pacientes para, inicialmente, avaliar a condição da prótese. Nessa consulta, elas serão submetidas a uma ultrassonografia para saber se o implante está com ruptura. Em caso de dúvida, a paciente deve passar também por uma ressonância magnética.
A Anvisa calcula que cerca de 12,5 mil mulheres utilizam próteses da marca francesa PIP e 7 mil, da holandesa Rofil. As duas empresas são acusadas de terem usado silicone industrial na fabricação dos produtos, provocando maior risco de ruptura.

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