A Polícia Civil de Caratinga quer manter na prisão os seis suspeitos pelo crime de pedofilia, presos na última sexta-feira durante a operação “contra ataque”. O prazo da prisão temporária terminou nesta terça-feira, dia 17. Conforme o primeiro pedido de prisão, os suspeitos ganhariam a liberdade hoje, após cinco dias mantidos no Presídio de Caratinga. Porém, a delegada responsável pela delegacia especializada de orientação e proteção à família, Nayara Travassos, entrou com um novo pedido de prisão temporária para mantê-los no Presídio por pelo mais cinco dias, afim de que dentro deste período possa concluir as investigações sobre o caso.
No final da tarde desta terça-feira, a Justiça acatou o pedido da delegada e decidiu manter na prisão os seis suspeitos. A delegada não descarta a solicitação de uma prisão preventiva, após a conclusão destes mais cinco dias de detenção.
Para a delegada, a liberdade dos suspeitos poderia interferir na apuração, tendo em vista que ela acredita que os suspeitos tem certo domínio sobre as vítimas e testemunhas que estão sendo envolvidas nesta fase do processo de coleta e checagem de informações. A delegada também adiantou ao jornalismo do Super Canal que o material apreendido durante a operação está sendo periciado. Sem dar detalhes, a delegada apenas afirmou que são fortes as imagens e demais provas do conteúdo já encontrado.
A operação da Polícia Civil denominada de “Contra Ataque” realizada durante a madrugada de sexta-feira (13) culminou na prisão de seis suspeitos de envolvimento em um esquema de pedofilia na região. Foram detidos Cláudio Rogério Alves, de 49 anos, conhecido pelo apelido de ‘Maguila’; Celso Nunes Pereira, de 45; Wanderlei dos Reis Paulino, de 44; Fábio Mafra da Fonseca, de 42; Leonardo Hebert Brandão da Cruz, de 31; e David Henrique Cristovão Senra, de 22.
A ação policial resultou na apreensão de 6 CPUs de computadores, celulares, preservativos, gel lubrificante, DVD e revistas pornográficos, além de várias carteiras de identidade, que conforme a Civil, seriam de menores de idade.
Há cerca de sete meses a Polícia investiga o caso. Contra ataque cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Caratinga, Santa Bárbara do Leste e Ubaporanga. As investigações se iniciaram em julho do ano passado, após um casal registrar queixa na Delegacia Especializada de Orientação e Proteção à Família alegando que, o filho deles havia viajado em companhia de outro menor para o Rio de Janeiro com desconhecidos.
A investigação segue em andamento. Os suspeitos pela prática do crime de pedofilia, assim como os menores que são possíveis vítimas, estão sendo ouvidos.
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